De que maneira o que se escreve “no modo de dizer” pode transformar a posição de um sujeito frente ao seu sofrimento?
Na psicanálise, escrever vai muito além do registro de palavras no papel; trata-se da escrita do inconsciente. Se o inconsciente “se escreve”, cabe ao analista a função de recortar as letras e os traços a partir dos quais ele poderá ser lido. Assim, ler não é apenas decifrar um sentido oculto, mas um ato de reescrita.
Em Escritas em Psicanálise, Patricia Leyack demonstra como o manejo da letra permite acessar o que ex-siste à fala, transformando ruínas e restos subjetivos em possibilidade de criação e saber. O livro enriquece o cenário teórico ao oferecer uma bússola para pensar não apenas a prática clínica, mas também a formação do analista e o próprio ofício de transmitir a psicanálise.
“Se o inconsciente escreve, é o analista quem recorta letras a partir das quais ele poderá ser lido. Deste modo, destaca que não há escrita sem leitor.”
A obra integra a linha editorial Psicanálise, clínica e cultura, da Editora Sinthoma, que desenvolve assuntos clássicos e contemporâneos a partir da interlocução com o campo fundado por Freud.
Sobre a autora
Patricia Leyack é psicanalista argentina e analista-membro (AME) da Escola Freudiana de Buenos Aires. Sua pesquisa percorre os desdobramentos da escrita e da letra tanto na prática clínica quanto em seus impactos culturais e na sublimação pela arte.
Informações da obra
- Título: Escritas em Psicanálise
- Autor: Patricia Leyack
- Editora: Sinthoma
- Linha: Clínica e Cultura
- Ano de publicação: 2023
- Número de páginas: 252
- ISBN: 978-65-981094-0-0
