Sendo um dos pilares da psicanálise, por que podemos falar de “Inconsciente” no plural?

Para a psicanálise, o inconsciente não é um reservatório de segredos biológicos, é mais semelhante a uma estrutura que se manifesta nas lacunas da fala ou nos sonhos. O inconsciente não existe de modo substancial “dentro” do indivíduo, ele se manifesta na fala e pode revelar, pela escuta do analista, algo que o próprio sujeito desconhece sobre si.

 

Em Inconscientes, Ricardo Goldenberg demonstra como a psicanálise atua para desfazer as amarras da “realidade vígil”, funcionando como um despertar para o sujeito frente ao seu próprio desejo. Ele articula vigorosamente entre o rigor clínico e o debate sobre o político da psicanálise. O livro permite compreender o inconsciente não como um objeto acadêmico inerte, mas como uma potência ética capaz de reconfigurar a posição do sujeito frente à cultura e ao saber.

 

 “O saber fala sozinho, isto é o inconsciente.”

 

A obra integra a linha editorial Psicanálise, clínica e cultura, da Editora Sinthoma, que se dedica a discutir assuntos clássicos e contemporâneos.

 

Sobre o autor
Ricardo Goldenberg é psicanalista e autor de diversos ensaios sobre a transmissão da psicanálise. Sua obra é marcada pelo diálogo entre os fundamentos teóricos lacanianos e os desafios éticos e políticos da prática contemporânea.

 

Informações da obra

  • Título: Inconscientes
  • Autor: Ricardo Goldenberg
  • Editora: Sinthoma
  • Coleção: Clínica e Cultura
  • Ano de publicação: 2023
  • Número de páginas: 281
  • ISBN: 978-65-981094-1-7
Peso 0,443 kg
Dimensões 23 × 18 × 4 cm

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