Diante do aumento de diagnósticos e da medicalização precoce, como respeitar as particularidades de cada criança e adolescente?
Para a psicanálise, a infância é um período fundamental para a formação de cada pessoa, marcado por descobertas, mudanças e novas possibilidades. O sintoma da criança não é um erro biológico a ser corrigido, mas uma resposta singular ao que há de sintomático na estrutura familiar e social. Por isso, as hipóteses diagnósticas nessa fase devem ser provisórias, para que um diagnóstico não reduza a criança a um rótulo nem limite suas possibilidades de futuro.
Em Do sintoma ao diagnóstico, a organizadora Renata Wirthmann reúne um percurso essencial para quem busca enfrentar os desafios da clínica contemporânea. Articulando referências fundamentais como Freud, Lacan, Winnicott e Françoise Dolto. O livro permite aprofundar a compreensão de como o analista pode sustentar um contraponto à pressa neoliberal, apostando na invenção autoral da criança frente ao seu próprio sofrimento.
“Na infância, os diagnósticos devem ser escritos a lápis, com uma necessária flexibilidade que permita considerar o tempo, as contingências e o processo de constituição subjetiva.”
Sobre a organizadora
Renata Wirthmann é psicanalista, escritora e professora associada da UFCAT. Possui pós-doutorado em Teoria Psicanalítica pela UFRJ e doutorado em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB. Sua trajetória é marcada pela pesquisa sobre os autismos e os impasses da subjetividade na contemporaneidade.
Informações da obra
- Título: Do sintoma ao diagnóstico: psicanálise com crianças e adolescentes
- Autor: Renata Wirthmann
- Editora: Sinthoma
- Coleção: Psicanálise Contemporânea
- Ano de publicação: 2025
- Número de páginas: 241
- ISBN: 978-65-981094-8-6
